O que são a monotonia e o strain
· Training Feel
Duas semanas com a mesma carga total podem ser experiências completamente diferentes conforme a distribuição. A monotonia e o strain, associados ao trabalho de Carl Foster, são a tentativa de colocar um número nessa diferença.
Monotonia: o quanto os dias se parecem
A monotonia é a média da carga diária dividida pelo seu desvio. Se todos os dias se treina quase o mesmo, o desvio é pequeno e o quociente sobe. Se há dias duros, dias leves e dias livres, o desvio cresce e a monotonia cai.
Um detalhe muda o resultado por completo: os dias sem treino contam como zero e entram no cálculo. Deixá-los de fora eleva artificialmente a média e reduz o desvio, então uma semana com dois dias livres parece bem mais monótona do que foi. Pelo mesmo motivo convém calculá-la sobre uma semana de calendário, e não sobre uma janela móvel.
Strain: a carga castigada pela monotonia
O strain é a carga semanal multiplicada pela monotonia. A ideia é simples: a mesma quantidade de trabalho pesa mais se foi distribuída sempre igual do que se teve picos e vales.
É uma medida individual, não de equipe. Multiplicar a soma de todo o elenco pela sua monotonia dá um número que não descreve jogador nenhum: cresce com a quantidade de atletas, não com o que aconteceu com eles.
O que se faz com isso
A leitura útil é comparativa. Uma monotonia que sobe semana a semana com a mesma carga total indica que o planejamento está achatando, mesmo que o volume não tenha mudado — e isso costuma acontecer sem ninguém decidir, por acúmulo de sessões parecidas.
Não são métricas para olhar todo dia. São semanais por construção, e seu valor está na tendência ao longo de um mesociclo, não no número de uma semana isolada.
O Training Feel calcula a monotonia e o strain de cada semana a partir das sessões já registradas, contando os dias livres como deve ser.
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